segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Aonde você quer chegar?



No livro Alice no País das Maravilhas, a certa altura, Alice pergunta ao gato que caminho deve tomar dali em diante. O gato diz : “Depende do lugar aonde você quer chegar”. Quando Alice responde que pode ser qualquer lugar,  o gato retruca : “Então não importa que caminho você vai tomar”.

Qual é sua visão do futuro? Aonde você quer chegar?

Comece refletindo sobre os seguintes aspectos:

Quando você era criança, que tipo de brincadeira ou aprendizado despertava o seu interesse?

Quais eram as pessoas que você mais admirava quando era criança e o que nelas chamava sua atenção?

Os interesses da infância acompanharam você durante a adolescência? Nessa fase, que tipo de tarefa você detestava fazer e só fazia obrigado?

Qual é o desejo profissional ou emocional que grita dentro de você até hoje? Ele tem a ver com algum desejo que você tinha na infância e depois abandonou?

O que você gosta de fazer de verdade, sem ser obrigado?

Se pudesse voltar no tempo, o que faria de diferente?

Ainda se pudesse voltar no tempo, o que não faria diferente?

Nesse balanço, a visão de antroposofia pode ajudar muito. Os filósofos antroposóficos dividem a vida em fases que se alternam de sete em sete anos (os setênios). Para eles, a cada sete anos fechamos um ciclo de nossas vidas e iniciamos outro. Esse jeito de avaliar a vida faz parte de uma idéia comum aos filósofos antroposóficos de que é preciso tornar o ser humano mais humano. E ser humano significa entre outras coisas, ser capaz de pensar sobre si mesmo, se apropriar da própria biografia.

Como a cada sete anos há eventos importantes no desenvolvimento humano, traçar um esboço de como esses ciclos ficaram marcados em sua vida ajuda a compreender melhor o que passou. Além disso, saber quais são os fatores críticos de cada fase é um jeito de se preparar para a situações que precisarão ser vivenciadas com serenidade e entendimento.

Por isso, minha sugestão é que você faça sua linha da vida. Dividindo-a em ciclo de sete anos e destacando os fatos marcantes de cada fase. Para que e nada se perca, faça sua linha da vida.
  
Provavelmente você perceberá que em cada ciclo de sua vida houve o desenvolvimento de alguma capacidade muito importante ou conquistas  fundamentais. É provável que você perceba também que nunca havia pensado no quanto esses passos foram importantes para conduzi-los até os dias de hoje.

O que aconteceu em minha vida a cada setênio...

Primeiro Setênio (de 0 a 7 anos)

Nessa fase, todo seu aprendizado em relação ao mundo se deu por imitação. É quando as crianças aprendem a brincar, a andar, a falar. Lembre-se, como sugeri antes, de quais eram suas grandes alegrias prazeres nessa fase. De quais brincadeiras você  mais gostava e quais foram os fatos marcantes desse período?

Segundo Setênio (de 7 a 14 anos)

O segundo setênio marca a passagem da criança do mundo estritamente familiar para o mundo social, bem como o primeiro espaço de socialização importante a escola. Se você pensar bem , talvez se lembre de algum professor ou professora que o inspirou nessa época. Alguém com quem você se identificava a ponto de querer imitá-lo. É possível também que tenha vivido algumas decepções, ao descobrir, por exemplo, que seus pais não eram heróis, mas pessoas de carne e osso, com medos e limitações como qualquer ser humano.

Terceiro Setênio (de 14 a 21 anos)

Essa é a fase em que sua identidade começou a se formar.
Seus interesses, provavelmente, estavam muito vinculados aos da “turma”. Procure avaliar até que ponto suas decisões(foram motivadas por sua alma ou por algo que era valorizado pela turma. Talvez perceba que por volta dos 21anos você parou pela primeira vez para se perguntar quem você era e o que realmente queria.

Quarto Setênio (de 21 a 28 anos)

Nesse período, é comum as pessoas “ganharem o mundo”, ou seja, viverem novas experiências, conhecerem pessoas e lugares diferentes da família, da escola e da turma. Essa nova percepção do tamanho do mundo e de todas as possibilidades oferecidas por ele pode gerar uma tensão entre o que se fez até esse momento e o que se gostaria de ter feito. Pense se essa “crise” ocorreu com você e qual foi sua atitude diante dela. Será que você ouviu a voz do coração ou foi seduzido por vozes alheias?
  
Quinto Setênio (de 28 a 35 anos)

É nessa fase que a maioria das pessoas, depois de ter experimentado um pouco do que o mundo  oferece, começa a pensar em se estabilizar na vida. Isso geralmente significa ter um emprego e relações afetivas  mais duradouros. Muitos se casam e constituem família. É também nesse período que se decide, por exemplo, abrir um negócio próprio. A busca pela espiritualidade costuma se tornar uma necessidade nessa fase da vida. Relembre esse período tentando identificar o que aconteceu de importante e veja se você fugiu de seus verdadeiros desejos.

Sexto setênio (de 35 a 42 anos)

Geralmente, é nesse setênio que surge a necessidade de encontrar um propósito maior para a existência. Apesar das conquistas profissionais,
financeiras e familiares, e mesmo estando aparentemente bem, as pessoas podem se sentir vazias e angustiadas. Muitas vezes duvidam da própria capacidade de manter o que foi conquistado. É o momento de rever a historia e pela  vida, fazer um balanço. Muitos mudam de profissão ou iniciam uma segunda carreira nesse período.

Sétimo setênio ( de 42 a 49 anos)

Ao chegar a esse ponto da estrada e olhar para trás, é comum as pessoas sentirem a necessidade de achar respostas sobre o sentido da vida. O desejo de ter certeza sobre sua missão se tornar muito forte. A sensação de ter perdido tempo ou ter desviado do caminho pode aparecer. Mas em vez de se deixar levar por conclusões negativas, é uma chance nova de buscar a missão e os talentos casos eles tenham ficado perdidos pelo caminho.

Oitavo setênio (de 49 a 56 anos)

O declínio da vitalidade física não precisa nem deve representar um declínio em todas as esferas da vida. Esse talvez seja um momento propício para que a pessoa desfrute das conquistas alcançadas. É hora de aproveitar para fazer o que a alma realmente pede, focando energias em atividades prazerosas e compensadoras, que transcendam as necessidades.

Nono setênio (de 56 a 63 anos)

Quem faz o que tinha de ser feito tende a chegar nessa etapa com o coração cheio de gratidão pelas conquistas alcançadas  e pela colheita que recebeu ao longo da vida. Aqueles que ficariam perdidos no caminho podem ser tomados por uma intensa sensação de amargura. Ou seja, a forma como a pessoa viveu, em acordo ou desacordo com os setênios, determinará sua sensação de realização ou frustração daqui em diante.



Linha da Vida


    
Setênios                            Realizações

1º setênio.                                                                          

2º setênio

3º setênio

4º setênio

5º setênio

6º setênio

7º setênio

8º setênio

9º setênio








segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sabia que mau-humor tem cura?



(*) Katia Horpaczky

Quem nunca teve um dia ruim, que levantou com o pé esquerdo, aqueles dias que a gente fala que nem deveria ter saído da cama? Ou ficou mau-humorado no trânsito caótico, da cara fechada do chefe, ou até mesmo com a conta bancária?
Situações como essas são comuns no nosso dia-a-dia e não deveriam criar grandes preocupações, pois geralmente passam e são resolvidas de uma maneira mais rápida, como um acontecimento corriqueiro, e depois de um cafezinho, de dar uma volta, uma respirada a cabeça “esfria”.

O mau-humor passa a ser um problema quando se torna constante, quando compromete, de uma forma significativa o modo de vida das pessoas. Nesse caso, o estado alterado de humor caracteriza uma doença pouco conhecida e pouco divulgada, conhecida como “distimia”. Trata-se de uma depressão crônica, com sintomas de intensidade leve a moderada, que pode ter início na infância, adolescência ou na fase adulta. De acordo com estudos, a doença é causada pela associação de fatores biológicos, ambientais e emocionais.

Muitas situações predispõem ao surgimento da distimia, como, por exemplo, um estilo de vida solitária, viver em ambientes austeros e de alta competitividade, a falta de diálogo, problemas de relacionamentos, crises em casa ou no trabalho, descontentamento e frustrações e também a exigência constante de perfeição.

Como o mau humor não é levado a sério, poucas pessoas procuram ajuda especializada. A resistência pode ter origem no desconhecimento e na falta de informação de que é um problema e que tem tratamento.
Descobrir o porquê do desequilíbrio entre o bom e o mau-humor, da agressividade e instabilidade freqüentes é o melhor caminho para resolver e ter uma melhor qualidade de vida.

Perfil do mau humorado

  • humor deprimido durante grande parte do dia
  • aumento ou a diminuição do apetite
  • insônia o excesso de sono
  • autoestima baixa
  • indecisão
  • pessimismo
  • irritabilidade freqüente
  • falta de esperança
  • diminuição da produtividade e do desempenho
  • sentimentos de não aceitação de si  mesmo e do outro, acompanhados por sentimentos de culpa.

Algumas sugestões de relaxamentos que podem ajudar a atenuar e até mesmo espantar o mau-humor:

  • um banho quente no final do dia
  • um escalda-pés, com massagem nos pés
  • tomar sol, captando assim a energia solar, mas sempre no horário da manhã
  • praticar algum tipo de meditação como yoga, ou tai chi chuan que ajudam a equilibrar a energia
  • praticar um esporte, principalmente os de grupo, ativando assim a sociabilidade.

E, principalmente, fazer uma auto-avaliação e pedir ajuda especializada, de um psicólogo, se achar necessário.


(*) Katia  Horpaczky
Psicóloga clinica
CRP 06-41.454-3
Tel: 11 5573-6979




terça-feira, 1 de outubro de 2013

O QUE É ANSIEDADE?



(*) Katia  Horpaczky

Ansiedade pode aumentar risco de câncer em 25%

As pessoas extremamente ansiosas são 25% mais propensas a desenvolver células malignas que podem resultar em algum tipo de câncer. A descoberta foi resultado de um estudo publicado na revista médica britânica New Scientist.
Há autores que definem a era moderna como a Idade da Ansiedade, associando a este acontecimento psíquico a agitada dinâmica existencial da modernidade: sociedade industrial, competitividade, consumismo desenfreado e assim por diante.
Diz-se que a simples participação do indivíduo na sociedade contemporânea já é, por si só, um requisito suficiente para o surgimento da ansiedade. Portanto, viver ansiosamente passou a ser considerada uma condição do homem moderno ou um destino comum a que todos estamos, de alguma maneira, condicionados.
Com certeza, até por uma questão biológica, podemos dizer que a ansiedade sempre esteve presente na jornada humana desde os tempos da caverna até a era espacial. A novidade é que só agora estamos dando atenção à quantidade, tipos e efeitos dessa Ansiedade sobre o organismo e sobre o psiquismo humano, de acordo com as concepções da prática clínica, da medicina psicossomática e da psiquiatria.

1 - TRANSTORNO ANSIOSO

Como a ansiedade é uma grande mobilizadora de distonias (desarmonias) do Sistema Nervoso Autônomo, a sintomatologia do Transtorno de Ansiedade é rica em elementos físicos e vegetativos (internos e autônomos). Portanto, neste tipo de transtorno encontramos a sintomatologia psíquica e também a física.

Sobre a sintomatologia geral, recomenda-se a observância de pelo menos SEIS dos seguintes 18 sintomas, quando freqüentemente presentes:
01 - tremores ou sensação de fraqueza
02 - tensão ou dor muscular
03 - inquietação
04 - fadiga fácil
05 - falta de ar ou sensação de fôlego curto
06 - palpitações
07 - sudorese, mãos frias e úmidas
08 - boca seca
09 - vertigens e tonturas
10 - náuseas e diarréia
11 - rubor ou calafrios
12 - polaciuria (aumento de número de urinadas)
13 - bolo na garganta
14 - impaciência
15 - resposta exagerada à surpresa
16 - dificuldade de concentração ou memória prejudicada
17 - dificuldade em conciliar e manter o sono
18 - irritabilidade

Convém sublinhar que estes sintomas costumam estar relacionados ao estresse ambiental crônico. Além disso, essas características têm um curso flutuante, variável e com uma tendência a ficarem crônicos. Com certa freqüência a ansiedade está associada à depressão, à fobia e também a outros sintomas emocionais, mas, nestes casos, deverá ser incluída em outras classificações.

A ansiedade passou a ser objeto de distúrbio no momento que o ser humano passou a considerá-la a serviço de sua existência e não mais a serviço de sua sobrevivência, como fazia antes. Por isso, o estresse passou a ser o representante emocional da ansiedade, sua correspondência psíquica e egoicamente determinada. O fato de um evento ser percebido como estressante não depende apenas de sua própria natureza, como acontece no mundo animal, mas do significado que a pessoa atribui a ele, de seus recursos, de suas defesas e de seus mecanismos de enfrentamento. Isso tudo diz mais respeito à personalidade da pessoa que aos eventos do destino em si.

No ser humano o conflito parece ser essencial ao desenvolvimento da ansiedade. Em nosso cotidiano, sem termos plena consciência, experimentamos um sem-número de pequenos conflitos, interpessoais ou intrapsíquicos; as tensões entre ir e não ir, fazer e não fazer, querer e não poder, dever e não querer, poder e não dever, e assim por diante. Portanto, motivação fisiológica para o aparecimento da ansiedade existe de sobra.

Não se pode confundir ansiedade com medo. São emoções tão corriqueiras que os dicionários estão cheios de sinônimos.  A principal diferença entre medo e ansiedade é que o medo ocorre como uma resposta a um perigo real e a ansiedade ocorre sem que qualquer tipo de perigo objetivo esteja presente.  A ansiedade é um estado emocional parecido com o medo, porem dirigido para o futuro, desproporcional (a uma ameaça reconhecível) e que traz intenso desconforto físico.

É possível lidar com a ansiedade usando de psicoterapias e/ou de tratamento farmacológico. Além disso, algumas dicas, como as que são citadas aqui, têm se mostrado eficazes no controle da ansiedade. Perceber o problema é um grande passo, controlá-lo requer uma dose de persistência, paciência e muitas vezes ajuda profissional.

Aprenda a Relaxar

Respirar é algo tão automático na nossa existência que poucos imaginam o quanto este ato está relacionado a ansiedade
Praticar esportes ou simplesmente caminhar são recursos úteis na diminuição da ansiedade e do estresse
Evite café, cigarro, bebidas do tipo “cola” e outros estimulantes
Se você tiver interesse em técnicas de meditação, saiba que elas são extremamente úteis no controle da ansiedade
Tenha pensamentos mais otimistas.
 

(*) Katia  Horpaczky
Psicóloga clinica
CRP 06-41.454-3
Tel: 11- 5573-6979
katia@rodadavida.com.br


domingo, 29 de setembro de 2013

O QUE É COACHING?

Coaching é um meio poderoso de atingir os melhores resultados possíveis,
na vida pessoal e profissional.

O QUE É COACHING?
O Coaching é uma parceria poderosa em que o Coach ajuda
o cliente a alcançar o seu melhor, e a produzir o resultado
desejado na sua vida pessoal e profissional. Uma oportunidade
de desenvolvimento de talentos e aptidões, tanto psicológicas
como profissionais, que permite estabelecer novas perspectivas
e um alto padrão de desempenho.


COACHING EXECUTIVO E COACHING PESSOAL DE VIDA
O Coaching Executivo foca-se no momento presente, realçando
as qualidades inerentes ao profissional que o façam projetar-
- se no futuro desejado. É um coaching direcionado para
ajudar os profissionais na tomada de decisões estratégias,
que também serve para aperfeiçoar competências, desenvolver
talentos e revelar o potencial máximo do profissional.
O Coaching Pessoal de Vida foca-se no que o cliente quer
e é importante para ele. Oferece orientação, apoio e motivação
em direção a metas e concretização de sonhos. O coach ajuda
o cliente a alcançar um determinado resultado, seja o de
adquirir competências, produzir uma mudança específica
e/ou alcançar metas. O Life Coaching envolve todos os aspectos
relativos à vida do cliente: trabalho, carreira, relacionamentos,
finanças, desenvolvimento pessoal, etc


segunda-feira, 23 de setembro de 2013

DECEPÇÃO



(*) Katia Horpaczky

“Se decepcionar com alguém é nossa responsabilidade”

Fomos nós que construímos os valores e o rótulo que colocamos na outra pessoa. Foram nossos conceitos que pautaram o carinho, o amor e a amizade. Ninguém é igual a nós.
Você sofre porque espera demais das pessoas. Elas são elas com seus conceitos e valores, você é você. Cada ser humano é diferente e vê a vida com sua exclusiva evolução e entendimento. As verdades são singulares. Nas dificuldades as pessoas mudam. Nas festas são todos iguais. A música e o ambiente contribuem para a harmonia do local. As pessoas dão o que podem dar. Nós é que temos expectativas diferentes.
Temos que analisar este ponto para nos policiarmos e nunca esperarmos das pessoas aquilo que elas não conseguem nos dar. 
Todos nós, cada um de nós, decepciona alguém, em algum momento ou outro. Reconhecer este fato da experiência humana pode ajudar-nos a lidar com a dor da desilusão, quando se trata de aprofundar a nossa capacidade de amar e conectarmo-nos com a “imperfeição” dos outros.

Aplicando algumas medidas você pode conseguir ultrapassar o sofrimento da sua decepção:

§  Fale sobre a sua decepção. Abordar o assunto pode parecer fazer piorar a dor no início. Conversando com amigos, parentes, ou um profissional pode ajudá-lo a processar os sentimentos e a restabelecer o equilíbrio emocional.
§  Lembre-se que existem sempre várias versões para uma história. Tente obter mais informações antes de tomar qualquer ação ou tomar qualquer decisão sobre como responder a uma situação.
§  Coloque-se no lugar da outra pessoa. Mesmo se você tenha uma opinião diferente, não diga, “Eu nunca faria isso.” Quem sabe, você até poderia fazer se estivesse na mesma posição.
§  Seja gentil com você mesmo. A raiva, que pode ser o seu sentimento primário, muitas vezes é uma reação à dor. Tente reconhecer o quão você se sente magoado e tenta amenizar a sua dor com gentileza e bondade. Esforce-se por não ficar demasiado ressentido ou rancoroso.
§  Converse com a pessoa que foi alvo da sua decepção, se for possível, pode ser útil, mas às vezes pode piorar as coisas. Então, seja claro sobre o que você pretende alcançar com essa possível conversa. Insultar ou atacar  provavelmente não vai ajudar. Procure envolver-se numa discussão realista sobre o que a outra pessoa fez, e o quanto isso tem perturbado você, pode ser útil.
É importante trabalhar a sua capacidade de adaptação às circunstâncias da vida e à mudança, desenvolvendo a sua flexibilidade. 

“É engraçado como depositamos tanta confiança e tanto sentimento nas pessoas. Em pessoas que achávamos conhecer, mas, que no fim, só mostraram ser iguais a todos. E por esperar demais, sonhar demais, criar expectativas demais, sempre acabamos nos decepcionando e nos machucando cada vez mais.” Dalai Lama


(*) Katia Horpaczky
Psicóloga Clínica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal.
Contatos: katia@rodadavida.com.br

(11) 5573-6979

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

COMO VAI A SUA AUTOESTIMA?


 
(*) Katia Cristina Horpaczky

Autoestima é viver de bem com a própria vida ao dedicar importância a você mesmo. Apesar de ser um valor que o indivíduo agrega a si próprio, o tema requer, inicialmente, análise de como e em que nível outras pessoas têm influenciado a sua felicidade, já que muitas vezes esse “poder de terceiros” pode ser negativo e até opressivo. Posteriormente, é preciso avaliar a importância de seus sentimentos e a forma como você os julga, afinal conscientizar-se deles é um passo decisivo para poder determinar, com propriedade, seu senso crítico e de valorização.
      
Ela resulta da soma de dois aspectos inter-relacionados - a noção da eficiência pessoal (auto eficiência) e a de valor pessoal – que, integrados, produzem uma qualidade de vida plenamente realizável. A auto eficiência significa confiança no funcionamento de nossa mente, na capacidade de pensarmos, nos processos por meio dos quais refletimos, compreendemos, escolhemos e decidimos com segurança. O auto-respeito, por sua vez, significa certeza de nossos valores; uma atitude afirmativa diante de nosso direito de ser feliz; a sensação de conforto ao reafirmar de maneira apropriada os nossos pensamentos, vontades e necessidades.

Afinal, para que precisamos de autoestima?
     
Ela fortalece, energiza, motiva e inspira a pessoa a buscar resultados, proporcionando prazer e satisfação decorrentes de realizações e conquistas. Observe que hoje, mais do que nunca, tal necessidade psicológica também se tornou uma necessidade econômica, um requisito para a adaptação em um mundo cada vez mais complexo, desafiador e competitivo.

Quando positiva, a autoestima funciona como se fosse o sistema imunológico da consciência, fornecendo resistência, força e capacidade de regeneração. Ao contrário, quando esta é negativa, a resistência diante da vida e de suas adversidades diminui. Neste caso, o sujeito se vê em pedaços frente a obstáculos e frustrações que poderia superar, caso tivesse uma percepção mais clara dele mesmo.       

Imagem e Autoestima

 Muitas pessoas necessitam sentir-se aceitas pelas outras pessoas para se sentirem valorizadas. Note, neste caso, que o poder exercido pela imagem é crucial para a autoestima, pois é através dela que o sujeito se faz aceitável ou não ao olhar dos demais.  Esta necessidade de aprovação é tão grande que mesmo que não haja ninguém presente para ver o que você está fazendo, “os outros” continuam a influenciá-lo, uma vez que a imagem que você tem de si mesmo reflete a apreciação alheia, fazendo-o sentir-se valorizado por fazer aquilo que, normalmente, seria aprovado pelos outros. Este tipo de situação tende a elevar sua auto-estima, porém ela cairá repentinamente, se você não obter aprovação e reconhecimento dos demais.

Autoestima e Relacionamentos Saudáveis

 Quanto mais alta for a autoestima, mais aberta, honesta e adequada será nossa comunicação, porque acreditamos e valorizamos nossas opiniões. A clareza aqui é apreciada, não temida. Entretanto, quanto mais baixa for a auto-estima, mais nebulosa, evasiva e imprópria será a comunicação, devido à incerteza quanto aos próprios pensamentos e sentimentos e à ansiedade diante da reação do outro. 

Quem tem autoestima elevada está mais predisposto a estabelecer relacionamentos saudáveis que o alimente, não que o intoxique. O fato é que o semelhante atrai o semelhante. Sua vitalidade e expansividade naturalmente atraem pessoas com boa auto-estima. Da mesma forma, a baixa auto-estima busca a baixa auto-estima nos outros – de uma forma involuntária, inconsciente.

Por isto, quanto mais saudável for a nossa auto-estima, mais nos respeitaremos e mais propensos seremos a tratar os outros, da mesma forma, com respeito, benevolência e boa vontade – uma vez que não tendemos a percebê-los como ameaça. Enfim, a auto-estima elevada é a base para a felicidade pessoal.


 Dez dicas que ajuda a elevar sua autoestima 

1º Harmonize seu lar
Abra portas e janelas e comece uma limpeza. Inicie pelo guarda-roupa e armários, tire tudo e só guarde o que for realmente preciso.

2º Coma bem
Respeite os momentos das refeições. Preste atenção no que está fazendo. Evite falar sobre problemas enquanto se alimenta.

3º Preste atenção em você
Perceba os seus pensamentos. Ao longo do dia você tem milhares deles - negativos e positivos. Apesar de você não ser os seus pensamentos, eles têm uma enorme força sobre a sua vida. Se você tem mais pensamentos negativos, isto demonstra que é uma pessoa negativa, que sua vida vai mal e as pessoas e situações que você atrai também estão na mesma freqüência de negatividade. Você pode mudar a sua vida, mudando a qualidade de seus pensamentos.

4º Tenha objetivos
Tenha objetivos materiais e espirituais. Busque sempre melhorar a sua condição financeira, planeje comprar bens, faça investimentos, realize viagens e busque tudo que tiver vontade, mas lembre-se: nunca dependa dessas conquistas para viver emocionalmente bem.

5º Faça exercícios
Escolha um exercício que lhe agrade - caminhar, dançar e nadar são os mais recomendados. Os exercícios estimulam o fluxo de energia vital, gerando além de um melhor condicionamento físico, uma ótima sensação de bem-estar.

6º Utilize seus talentos
Você tem dons e talentos. Descubra quais são eles e comece a colocá-los em prática.

7º Medite, medite e medite
A meditação é a medicina do corpo e da mente mais poderosa do mundo. Além de terapêutica é a melhor ferramenta para o crescimento pessoal e espiritual. Aprendendo a meditar, você descobre a diferença do que é ou não importante para sua vida e com isto se torna uma pessoa mais segura e objetiva.

8º Aceite a vida
Pare já de reclamar. Volte sua mente para o que a vida oferece de bom. Aceite viver nesse planeta azul e curta a viagem da melhor maneira possível. Lembre-se que ela tem fim, então faça bom proveito.

9º Visite a natureza
Coloque essa meta em sua vida. Pelo menos uma vez por mês, faça uma visita à mãe natureza. Ela tem o poder de purificar as células e acalmar o espírito.

10º Converse com Deus
Os gregos espiritualistas evitavam dizer o nome de Deus, pois achavam seu vocabulário muito limitado para expressar a grandeza Dele. Então todas as vezes que tinham que falar sobre Deus usavam a expressão o TODO. Aprenda estar em sintonia com o TODO, que está ao redor e, principalmente, dentro do seu coração. A melhor forma? Fica a seu critério, o importante é desejar que isso aconteça.

O mais importante desse processo é você reconhecer que - se precisar de ajuda e tiver coragem de pedi-la - um psicólogo é a pessoa mais capacitada para auxiliá-lo nessa busca.

(*) Katia Cristina Horpaczky
Psicóloga clinica
CRP 06-41.454-3

Tel: 11 5573-6979

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A solidão é vilã?


(*) Katia Cristina Horpaczky

Solidão é um estado de alma. Muitas pessoas interpretam como um vazio interior, uma insatisfação que a maioria tenta preencher externamente, ou seja, através de bens materiais, trabalho, comida, sexo, dinheiro, status... etc.

Em sua essência, podemos dizer que a solidão não tem a ver com abandono, uni ou bilateral. Solidão tem a ver com unidade, com integridade do nosso eu, com o reconhecimento e respeito a um eu e a um tu diferentes. Solidão pode coincidir ou não com uma retirada estratégica, que pode nos permitir a interiorização,a meditação e a reflexão.

Se estamos aqui, refletindo sobre esse tema, é graças a esses momentos de solidão nos quais nós nos encontramos e que é saudavelmente preenchido por coisas boas, que nos permitem ficarmos confortavelmente sós, trabalhando nossas idéias e sentimentos que vão de uma forma ou de outra retornar ao mundo externo com o qual não perdemos a conexão.

Poderá haver várias circunstâncias, onde a solidão será vivenciada com muito sofrimento. Até mesmo com muita angústia. Recomendamos que esses momentos sejam respeitados, para que possamos "voltar" fortalecidos.

Para algumas pessoas, solidão é um verdadeiro modo de vida, fruto de um sistema de defesa muito rígido, tendo como objetivo o isolamento, acreditando assim que se está seguro e protegido.

Alguns Disfarces Para Uma Solidão Dolorosa :

ü cultivo a uma vida social intensa, aliada à ausência de intimidade e a um constante boicote a momentos de reflexão pessoal;
ü obsessão pelo trabalho, pelo esporte e por atividades culturais, com o foco centrado no produto e retirada de afeto nos vínculos;
ü vício em aparelhos de som e imagem, uso compulsivo de álcool, drogas ou alimentos, com dificuldade em seleciona-los e em renunciar a eles;
ü vida sexual promíscua, através da qual a multiplicidade de parceiros permite certo alívio de tensões e a sensação de não estar efetivamente só.

É preciso informar aqui que existem dois tipos de solidão: A solidão real e a imaginária. Na Solidão real , a pessoa realmente está só, vive isolada em São Paulo, por exemplo, longe de seus familiares e amigos. Já na Solidão imaginária , a pessoa está rodeada de gente, mas se sente só, solitário. Já pode ter te acontecido de você ir a uma festa e sentir-se solitário. De estar junto com seus familiares e isso não preencher o vazio que você sente em seu coração em determinadas horas.

Podemos ter também o que chamamos de Solidão a dois . O casal, apesar de estar junto, um ou ambos se sentem só, há um vazio, um tédio, isso em muitos casos se dá pelo fato do casal se comunicar pouco, deixar a rotina e a preocupação predominar na relação.

Em contrapartida, há muitas pessoas que vivem sozinhas e, no entanto, não sofrem de solidão. Para elas, viver só significa liberdade, alegria e até privacidade. Então, o que faz a diferença entre uma pessoa que sofre de solidão e a que não?
Talvez uma diferença esteja em que muitas pessoas condicionam sua felicidade em fatores externos, impondo até determinadas condições para ser feliz. Por exemplo: “Só vou ser feliz se conseguir encontrar a minha alma gêmea”... “Só vou ser feliz quando eu comprar a minha casa própria”.

Muitas vezes colocamos uma série de condições para sermos felizes, e não percebemos isso, entrando assim num ciclo vicioso. Será mesmo que você vai ser verdadeiramente feliz ao conseguir concretizar essas condições? Muitos se queixam, reclamam e se entristecem pela falta de dinheiro e companhia.

Algumas pessoas mesmo melhorando suas condições, conseguindo o que quer, continuam queixosos, insatisfeitos, reclamando de tudo e de todos. Chamamos isso de ilusão. A resposta e a solução que se precisa está dentro de si.

 Podemos descobrir que somos a "nossa melhor companhia". Quando você aprende a se amar verdadeiramente, sua vida se torna mais fácil e produtiva e seus relacionamentos se tornam mais carinhosos e nutritivos. Experimente e verá!!!

(*) Katia Cristina Horpaczky
Psicóloga clinica
Tel: 11 5573-6979