sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Ciúme de Você!



*Katia Horpaczky

O desejo de possuir e controlar o outro causa o ciúme, que causa ainda estresse, crises de ansiedade e problemas de sono.

Esse sentimento não é fácil. Dá uma sensação ruim, um medo de perder o outro, difícil até de explicar, mas todo mundo sente, uma vez ou outra na vida, especialmente quando está mais fragilizado, com a autoestima baixa. O ciúme é o desejo que temos de possuir, de controlar o outro. A impressão é de que se isso acontecer estaremos protegidos do abandono, mas é algo irreal, pois não possuímos as outras pessoas, nem mesmo as mais próximas. Cada ser humano é dono de si. O simples fato de alguém nos amar não significa oferecer um passe livre para que possamos comandar seus atos, embora muitas vezes seja este o nosso desejo, especialmente quando se trata de namorados.
        
         Apesar de comum em quem ama, não é sinônimo do sentimento, como explica a psicóloga Katia Horpaczky*: “O ciúme surge por causa das inseguranças, fantasias e medos e pode ameaçar e destruir relacionamentos.” Ela diz que, como passamos muito tempo pensando em quem amamos, no que vivemos, na troca de carinho e prazer, sempre construindo e reconstruindo a relação no nível do pensamento, muitas vezes acabamos idealizando a relação. “E é aí que as coisas saem erradas, pois em muitos casos há uma grande distância entre o que foi sonhado e a realidade”. E surge o ciúme, pelo medo de perder a pessoa amada.
        
          Durante a adolescência, as crises de ciúme costumam ser mais freqüentes porque ainda estamos em processo de amadurecimento e convivendo com muitas situações novas, que às vezes nos deixam inseguros quanto à aceitação de nós pelos outros. Quem é do tipo controlador, desconfiado e possessivo tende a ser ainda mais ciumento.

Se o ciúme exagerado que sente dos amigos, dos irmãos, dos pais ou da namorada ou namorado está atrapalhando sua vida, é bom procurar o aconselhamento de um psicólogo, que o ajudará a lidar com estas situações tão desagradáveis. É importante cuidar desse lado porque ele não afeta somente nossa vida afetiva. “O excesso tem forte impacto sobre a saúde, resultando em estresse, crises de ansiedade e problemas de sono, como a insônia”, diz Katia.

Agora, se você costuma ser o alvo do ciúme, em primeiro lugar deve tentar compreender e dar a segurança ao outro. E, por favor, nada de alimentar ainda mais a insegurança da pessoa simplesmente para se sentir o todo poderoso. A sua vaidade pode machucar muito alguém, com conseqüências imprevisíveis. “É um jogo perigoso. O ideal é manter uma relação baseada na confiança, na cumplicidade e na troca, dando sinais e provas de amor”. Assim, fica mais difícil criar um ambiente favorável para a instalação do ciúme, que pode trazer muita dor e sofrimento.

*Katia Horpaczky, psicóloga clínica, psicoterapeuta sexual e de casal.

(11) 5573-6979

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

ORGASMO, VOCÊ AINDA VAI TER UM!


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(*) Kátia Horpaczky

Complete a excitação com fantasia

 A maioria das mulheres diz que os orgasmos mais intensos envolvem algum tipo de fantasia.
Qualquer coisa que a deixe excitada ou que a tenha excitado anteriormente pode ser usada como fantasia para incrementar o prazer sexual. Uma fantasia que funcione para você pode despertar o desejo, a excitação e/ ou o clímax.
Você pode usá-la em qualquer fase do processo. Pode ser um sonho ou uma lembrança de uma experiência sexual; não precisa ser extensa, desde que conheça a historia ou a cena e o efeito que ela provoque em você. Só penar em um ou dois momentos mais eróticos pode ser o suficiente para provocar uma onda de sensações.
As fantasias podem originar-se de uma imensa variedade de fontes: experiências pessoais, imaginação, sonhos, livros, revistas eróticas e pornográficas. Procure coisas que realmente a excitem ou que a excitavam, guarde-as na memória e garanta que elas estejam prontas para serem usadas sempre que desejar.

Use um sonho erótico

Se acordar  excitada de um sonho erótico, não deixe que ele se esvaeça. Tenha relações sexuais nesse exato momento, sozinha ou com um parceiro. Use as sensações prolongadas que está sentindo para voltar para o caminho da excitação. Acrescente a autoestimulação ou o sexo com o parceiro.

Um vibrador é uma boa idéia?

Um vibrador é uma excelente idéia, mas recomendo que você aprenda primeiro a atingir o orgasmo com sua mão e, se estiver se relacionando com alguém, deixe seu parceiro levá-la ao orgasmo com a mão, com a boca ou com o corpo.
Por que esperar? Bem, um vibrador, se for conveniente (e é provável que seja), muitas vezes pode levá-la muito rapidamente ao clímax porque as sensações que ele produz são fortes e dinâmicas. Não há nada de errado nisso desde que você saiba o que está fazendo e que seja boa em controlar o ritmo e em  excitar-se sozinha de diferentes formas.

Usando um vibrador ou um consolo

 O truque para ter maior sucesso com um vibrador ou um consolo é pensar nele não como substituto do pênis, mas como outra mão cuja delicada vibração pode excitar todas as terminações nervosas ao longo da área genital erógena, desde o monte de Vênus até o períneo.

E se eu quiser usá-lo para a penetração?

Poderá seguramente, se encontrar um com que se sinta confortável. Até que saiba do que gosta, é melhor começar com um bem pequeno com a textura de um pênis ereto, bastante rígido e, ao mesmo tempo, levemente macio e úmido. O rabbit, que é muito popular entre as mulheres, pode ser uma escolha adequada, já que tem a vantagem de oferecer dupla estimulação: uma de suas proeminências estimula o clitóris ao mesmo tempo em que a outra estimula a vagina e o ponto G. mantendo a elasticidade da vagina.

Onde entra em jogo o ponto “G”  durante o uso do vibrador ou do consolo?

Se decidir que quer realmente ter prazer no ponto G, um vibrador ou um consolo é o que você deve usar. O ponto G é a área sensível no “telhado” da vagina, cerca de três a cinco centímetros adentro. Quando estimulado, ele pode provocar imenso prazer e desencadear o orgasmo, ainda não há um consenso se ele é uma zona erógena em si ou parte do complexo do clitóris.

Lembre-se que, para qualquer tipo de penetração vaginal, é necessário usar e manter uma lubrificação abundante. Se não quiser a preocupação em reaplicar um lubrificante. Contusões e fissuras na vagina causadas pela pouca lubrificação durante a penetração são dolorosas e podem infectar facilmente.

Outros brinquedos eróticos

Os brinquedos eróticos podem ser uma excelente diversão e acrescentar variedades para a excitação e o orgasmo. Muitas mulheres têm um vibrador ou dois para usar sozinha ou com um parceiro, e há diversos outros tipos de dispositivos e acessórios disponíveis para acrescentar variedades ao prazer. É muito mais uma questão de escolha pessoal.

Kátia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal
(11) 5573-6979


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

COMO ATIRAR VACAS NO PRECIPÍCIO



Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. De acordo com o mestre, tudo que está diante de nós nos oferece uma chance de aprender ou de ensinar.
Quando cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável, o discípulo comentou:
- O senhor tem razão. Veja este lugar... Acabo de aprender que muita gente está no paraíso, mas não se dá conta disso e continua a viver em condições miseráveis.
- Eu disse aprender a ensinar – retrucou o mestre. – Constatar o que acontece não basta; é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas.
Bateram à porta da casa e foram recebidos pelos moradores: um casal, três filhos, todos com as roupas sujas e rasgadas.
- O senhor está no meio desta floresta, não há nenhum comércio nas redondezas – observou o mestre ao pai de família. – Como sobrevivem aqui?

E o homem, calmamente, respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha, por outros gêneros de alimentos. Com a outra parte, produzimos queijo, coalhada e manteiga para o nosso consumo. E assim vamos sobrevivendo.
O filósofo agradeceu a informação, contemplou o lugar por um momento e foi embora. No meio do caminho, disse ao discípulo:
- Pegue a vaquinha daquele homem, leve-a ao precipício ali adiante e jogue-a lá embaixo.
- Mas ela é a única forma de sustento da família – espantou-se o discípulo.

O filósofo permaneceu calado. Sem alternativa, o rapaz fez o que lhe pedira o mestre, e a vaca morreu na queda. A cena ficou gravada em sua memória.
Muitos anos depois, já um empresário bem-sucedido, o ex-discípulo resolveu voltar ao mesmo lugar, contar tudo à família, pedir perdão e ajudá-los financeiramente.

Ao lá chegar, para sua surpresa, encontrou o local transformado num belíssimo sítio, com árvores floridas, carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou desesperado, imaginando que a humilde família tivesse precisado vender o sítio para sobreviver.

Apertou o passo e foi recebido por um caseiro muito simpático.
- Para onde foi a família que vivia aqui há dez anos? – perguntou.
- Continuam donos do sítio – foi a resposta.
Espantado, ele entrou correndo na casa, o senhor logo o reconheceu. Perguntou como estava o filósofo, mas o rapaz nem respondeu, pois se achava por demais ansioso para saber como o homem conseguira melhorar tanto o sítio e ficar tão bem de vida.
- Bem, nós tínhamos uma vaca, mas ela caiu no precipício e morreu – disse o senhor. – Então, para sustentar minha família, tive que plantar ervas e legumes. Como as plantas demoravam a crescer, comecei a cortar madeira para vender. Ao fazer isso, tive que replantar as árvores e precisei comprar mudas.

Ao comprar mudas, lembrei-me da roupa de meus filhos e pensei que talvez pudesse cultivar algodão.

Passei um ano difícil, mas quando a colheita chegou eu já estava exportando legumes, algodão e ervas aromáticas. Nunca havia me dado conta de todo o meu potencial aqui: ainda bem que aquela vaquinha morreu!

PSICOTERAPIA PARA CASAIS


(*) Katia Horpaczky

É um mito o pensamento de que um casal poderá superar seus conflitos sem intervenção de alguém; e é trágico quando negam sistematicamente qualquer tipo de ajuda. Muitas vezes, o casal teme a terapia achando que acontecerá uma "lavagem de roupa suja". A terapia não só pode conduzir a uma mudança de conduta, mas também levar à uma nova fase de redescoberta do prazer de estar com o outro; é o teste quase que definitivo sobre a indecisão ou certeza dos sentimentos perante o parceiro, sejam positivos ou negativos.No final é a consciência do que ambos podem ou não conseguir dividir. Apenas deve se ter cautela para que a terapia não seja a desculpa para acabar com o casamento; já que talvez um dos dois parceiros tenha essa certeza e não queira carregar o ônus da ação, transferindo para o terapeuta a responsabilidade.

Após o casamento é muito comum ouvir os casais reclamarem por não serem compreendidos. Geralmente o que se escuta é: Ele não me entende. Ela não me entende. O que pode estar havendo nesses casos é uma falta de comunicação, ou uma comunicação incorreta, que acaba gerando idéias e pensamentos que não condizem com a realidade.
O mais indicado é uma comunicação clara. Cada um deve expor o que esta sentindo, se esta com raiva, medo, insegurança, nervosismo, ansiedade, em fim, buscar demonstrar o que realmente esta passando em seu interior. Aqui a Psicoterapia estaria sendo utilizada para que ambas as partes pudessem aprender sobre seus sentimentos e formas para expressá-los.  

Em outros casos, pode parecer que o casamento esfriou. Quando recém casados, ainda mantinham um tempo para os dois, mesmo depois de longas horas de trabalho cansativo. E agora, somente se encontram para dormir e recarregar as energias para o dia seguinte. Alguns casais não compreendendo o que esta havendo partem para a agressão física ou verbal, obtendo mais sofrimento do que uma vida a dois prazerosa e feliz.

Partindo do principio de que tudo é aprendido, o processo de Psicoterapia vem exatamente criar novas possibilidades. Ressignificando o passado e oferecendo ao casal novos pensamentos, ampliando a visão de si próprio, assim como o contato e convívio com outros.
Buscando entender o que esta havendo com cada um dos dois, como estão se sentindo, o que acham que precisa mudar e como se vêem na relação,  a Psicoterapia procura respostas e clareia o caminho para um entendimento de si próprio e do outro. 

(*) Katia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal.
Contatos: katia@rodadavida.com.br
(11) 5573-6979


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

PÂNICO

TRANSTORNO DO PÂNICO
Diagnóstico
De acordo com o DSM-IV, o transtorno do pânico é caracterizado por ataques de pânico inesperados e recorrentes acerca dos quais o indivíduo se sente constantemente preocupado. Um ataque de pânico é um período inconfundível de intenso temor ou desconforto, no qual quatro (ou mais) dos seguintes sintomas desenvolveram-se abruptamente e alcançaram um pico em 10 minutos:
1.    Palpitações ou ritmo cardíaco acelerado
2.    Sudorese
3.    Tremores ou abalos
4.    Sensações de falta de ar ou sufocamento
5.    Sensação de aperto na garganta
6.    Dor ou desconforto no peito
7.    Náusea ou desconforto abdominal
8.    Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio
9.    Sensações de irrealidade ou de estar distante de si mesmo
10. Medo de perder o controle ou enlouquecer
11. Medo de morrer
12. Anestesia ou sensações de formigamento
13. Calafrios ou ondas de calor
O transtorno do pânico, embora ocorra com uma frequência relativamente mais baixa que os transtornos ansiosos, como as fobias, é o que aparece mais comumente entre as pessoas que procuram tratamento. Pessoas do sexo feminino são mais acometidas e, ao contrário do que se poderia esperar, ocorre com igual frequência nos grandes centros urbanos no campo. Portanto, a ideia de que a vida agitada das grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, cause pânico nas pessoas não passa de mais um mito.


Sobre o MEDO e a ANSIEDADE


O medo é um legado evolutivo vital que leva um organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência. É uma emoção produzida pela percepção de um perigo presente ou eminente, sendo normal em situações apropriadas. Sem nenhum medo, poucos poderiam sobreviver por longo tempo, em condições naturais... Ele nos ajuda a combater inimigos, a dirigir com cuidado, saltar de paraquedas com segurança, fazer provas, ter um preparo adequado para falar diante de uma plateia exigente... Deve haver uma quantidade ideal de medo para haver um bom desempenho. Se for pequena, o cuidado será menor, aumentando assim o risco. Se for excessiva, a reação será inibida.

Quando o medo é excessivo, ou quando ocorre situações em que maior parte das pessoas não o manifestariam, tornando-se dessa forma exagerado ou irracional, passa a ser um medo anormal (patológico), podendo se converter em um transtorno ansioso. Cabe aqui esclarecer que a ansiedade é uma emoção semelhante ao medo, mas emerge sem que haja uma fonte de perigo real.

Assim, pessoas portadoras de transtornos ansiosos, ou de ansiedade, como preferem alguns, têm uma série de reações que podem ocorrer simultaneamente ou em sequência.
Vários sintomas físicos podem estar presentes, entre eles taquicardia ou alterações do ritmo cardíaco, falta de ar, tremores, tensão ou abalos musculares, tontura ou vertigem, sudorese, secura de boca e garganta, arrepios, ondas de frio e calor, urgência para urinar ou evacuar, formigamento nos membros e sensação de fadiga. Sintomas psíquicos também ocorrem, como nervosismo, inquietação, dificuldade de concentração, irritabilidade, insegurança, sobressaltos, sensações de estranheza em relação a si mesmo ou ao ambiente e insônia.

No entanto, boa parte das pessoas acometida por transtornos ansiosos não procura tratamento e isso pode ser explicado, em parte, pelo fato de que os transtornos que ocorrem com maior frequência na população são fobias.
E é exatamente quando a pessoa não está mais conseguindo se esquivar do objetou ou situação fóbica (pombos, locais fechados, escrever na frente dos outros), que ela passa a ter uma necessidade maior de se tratar, isto é, quando o problema passa a interferir de um modo constante e acentuado no seu dia-a-dia, levando a um prejuízo de sua vida profissional, social e mesmo conjugal.

É importante salientar que em alguns tipos de transtornos, o tratamento com medicamentos torna-se quase imprescindível. Além disso, os transtornos ansiosos podem estar sobrepostos entre si e a outros tipos de transtorno mental, como depressão, alcoolismo e abuso ou dependência de drogas, caracterizando a ocorrência de co-morbilidade. Nessas situações, o mais indicado é o acompanhamento com um psiquiatra, além da psicoterapia com psicólogo.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

TIPOS DE TRAIÇÃO



(*) Kátia Horpaczky

Os especialistas apontam cinco tipos de traição. A mais comum é aquela que fica só na fantasia, na imaginação. A traição virtual, pela internet, também está crescendo porque se insere em um contexto semelhante - trair sem contato sexual, carnal. Já a traição circunstancial acontece sem ser premeditada: duas pessoas viajam a trabalho e ficam juntas por uma forte atração sexual. A crônica é mais comum entre homens que fazem tudo pelo prazer do novo. Muitas vezes motivada por uma aventura do parceiro, a traição ostensiva deixa pistas com o firme propósito de acabar com o casamento. 'Estudos feitos no mundo inteiro mostram que a paixão dura de 18 a 30 meses. Depois disso, é preciso escolher entre viver uma tranqüila relação de amor com a mesma pessoa ou uma nova e arrebatadora paixão com outro', diz a psicóloga Maria Helena Matarazzo, autora de Coragem para Amar.

Existe também uma diferença de enfoque - o que é traição para uns pode não ser para outros.

A psicanalista Magdalena Ramos, do Núcleo de Casal e Família da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, pondera que a vontade de trair e a fantasia de ter um amante são maiores do que a coragem de concretizar a infidelidade. 'As pessoas acalentam o desejo de ter uma vida sexual parecida com a dos filmes, mas apenas uma minoria transforma o sonho em realidade. Homens e mulheres temem ser descobertos e perder o parceiro com quem dividem um projeto de vida', diz.
O que mais contribui mais para a traição acontecer é a falta de afeto. O sexo ainda pode durar por certo tempo. Mas com o tempo você perde o interesse é pela pessoa inteira. O primeiro sintoma é não se beijar mais na boca. O beijo é mais íntimo do que a própria relação.
Na traição o grande perigo é o envolvimento emocional, mesmo que não tenha acontecido a relação sexual.
Perdoar é difícil. A auto-estima fica muito abalada, realmente não dá mais quando acaba o amor e a atração física - a química da pele que não tem explicação. Isto você tem ou não tem, e as vezes o rompimento é a melhor solução.

(*) Kátia Horpaczky
Psicóloga Clinica, Psicoterapeuta Sexual de Família e Casal
CRP – 06/41.454-3
(11) 5573-6979